quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Rogue One: Uma História Star Wars

Nossa colaboradora Heloisa Viana foi à sessão exclusiva de "Rogue One" para  jornalistas e conta para a gente o que achou do novo filme de Star Wars, que estreia hoje. 


Confesso que fui assistir a sessão sem ler nada a respeito do filme. Sim, eu recebi o release da Disney. Sim, eu recebi os trailers (também disponíveis no YouTube). No entanto, como espectadora e fã da saga, quis ter o prazer da supresa. E tudo em Rogue One é surpeendente e diferente!

A começar pelo nome: porque não "Star Wars: Rogue One"? Porque quem acompanha as aventuras dessa saga sabe que ela é descontruída e começa com a película de 1976 “Uma Nova Esperança”, que seria o quarto episódio de uma série.

Dessa forma, Rogue One é realmente uma história Star Wars e não parte da Saga Star Wars. Ela se encaixa exatamente nas horas que antecedem “Uma Nova Esperança”, e assim, não faz parte da narrativa, porém, inicia a premissa para essa narrativa, criando um link incrível com os demais episódios.

Todos os elementos que serão vistos pelo espectador do episódio IV em diante têm início ali. Mas o enredo é tão maravilhosamente desenvolvido que você só repara nestas nuances quando o filme vai acontecendo, e os personagens aparecendo, e nesse momento é impossível a nostalgia não tomar conta de quem está no cinema.



Era uma sessão de jornalistas, mas que vibravam e aplaudiam a cada vislumbre do que seria (e é) a saga de ficção científica mais cultuada do cinema.

Admito que a princípio ver Felicity Jones no papel da protagonista Jyn não me agradou, pois é uma atriz com aparência antipática (vide os filmes “A Teoria de Tudo” e “Inferno”), no entanto, no desenrolar da trama, era a atriz correta para o papel, porque Jyn precisava desse ar mal humorado e tenso, pois teve uma infância difícil e uma adolescência solitária. O ar blasé de Felicity faz com que sua heroína seja diferente das outras. Ela não é a heroína carismática. Ela é a heroína contraditória, cheia de conflitos. Perfeito!

O mote do filme é a criação da Estrela da Morte, arma letal que pode dizimar um planeta inteiro em segundos, e os rebeldes precisam impedir que isso aconteça. O pai de Jyn, Galen Erso, é o engenheiro responsável pela construção, mesmo que a contragosto. E a aliança quer chegar a Galen (Mads Mikkelsen, grande ator que foi vilão absoluto em “007 - Cassino Royale”) com a ajuda de sua filha. Jyn acaba se engajando na causa da Aliança Rebelde, pois recebe uma mensagem do pai dizendo que deixou uma falha na Estrela da Morte para que ela seja passível de destruição.



                      E aí que começa a aventura de um grupo de rebeldes, que, contrariando a decisão da maioria dentro da Aliança, resolve embarcar numa nave roubada do Império e apelidada na última hora de Rogue One, para roubarem sozinhos os planos do Império e entregá-los aos Rebeldes.
(Nota do Editor: vale ler este post do Jedi Center sobre as diferentes interpretações do termo "Rogue One", mas, segundo o próprio texto, a mais provável é que quando "Bhodi ao olhar para Jyn se lembra que todos alí são Rebeldes e com isso cria o codinome para o esquadrão".)

Os dissidentes são formados por Jyn, Cassian (Diego Luna), o guerreiro cego sem sabre porém detentor da Força Chirrut (Donnie Yen), o dróide respondão K-2SO (Alan Tudyk), o guerreiro Baze (Jiang Wen), o piloto desertor do Império Bodhi (Ryz Ahmed), e mais uma dúzia de voluntários.


Eles não só conseguem roubar os planos, como definitivamente mobilizam toda a Aliança Rebelde para a batalha com esta iniciativa.

Interessante rever personagens marcantes da saga como Admiral Raddus, General Draven, R2-D2, C3PO, Bail Organa, Mon Mothma, e claro, Darth Vader (sim, com a voz do lendário James Earl Jones, aos 85 anos) e também Moff Tarkin e Princesa Leia (impressionante o que a computação gráfica fez com o rosto de Carrie Fisher e Peter Cushing).

Atenção para o personagem Chirrut Îmwe. Numa época em que os Jedis estão praticamente extintos, ele é um guardião do templo Jedi de Jedha. Mas não se engane, como tem a Força, mesmo sendo cego, ele combate o inimigo usando apenas um bastão, muito parecido com o da personagem Rey, de “O Despertar da Força”. O que mostra que a Força escolhe o seu detentor, mas também seu detentor escolhe o uso da Força, e mesmo na ausência de um sabre, a utiliza com muita habilidade.

Destaque também para a aparição pequena, mais não menos importante de Forester Whitaker, como o rebelde extremista Saw Guerrera, que ajudou a criar a pequena Jyn Erso e a ensinou como se defender e lutar.

Além disso, os efeitos especiais, muito mais adaptados para a seguência de filmes de 70 e 80, do que para a leva de 2000 e poucos, dão um toque retrô à trama que te transporta no tempo em que o roteiro e a interpretação eram muito mais valiosos que a computação gráfica.



Um filme imperdível, que com certeza vai marcar fãs da saga e novos espectadores. E, caso não se lembre ou não tenha visto “Uma Nova Esperança”, é uma boa opção (re)ver. Dá uma dimensão muito profunda a essa nova trama que já é tão indispensável.

Aviso importante: não há cenas adicionais pós-créditos.

Uma boa sessão e que a Força esteja com vocês!

* Heloisa Viana é jornalista e cineasta. Trabalhou para produtoras de cinema e já colaborou com o site Adoro Cinema. Aos 4 anos de idade, era membro e entusiasta do Clube do Mickey, do qual tinha crachá e chapéu com orelhas.

Este é o último texto de Heloisa para nós, pois ela vai passar uma temporada na lrlanda. Desejamos sucesso a ela.



Um comentário:

  1. Muito bom fantástico vale a pena assistir incrível.muito bem escrito.

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