quarta-feira, 8 de março de 2017

Natalia Freitas: representante brasileira em "Moana"


Natalia Freitas é uma fonte de inspiração para as mulheres que perseguem seus sonhos todos os dias. Mineira de Belo Horizonte, a animadora digital tornou-se a única representante feminina brasileira na produção de "Moana".



Determinada e fã de rock, Natália teve educação formal de animação na Escola de Belas Artes da UFMG, mas em seguida se especializou de forma autodidata em técnicas 3D, dedicando-se a assistir tutoriais na internet e lendo sobre o assunto. Com o novo conhecimento, seu horizonte se ampliou e ela acabou conseguindo uma bolsa de pós-graduação para estudar animação e efeitos visuais no Institut für Animation, na Alemanha.

Trabalhou então como freelancer em vários estúdios na Alemanha e surgiu a oportunidade de seus sonhos: trabalhar no Walt Disney Animation Studios, na Califórnia. Conseguiu passar por um rigoroso processo seletivo e chegou lá, tornando-se parte da equipe de Look Development, que foi responsável por detalhes como a textura das imagens de "Moana", uma princesa diferente do habitual, independente, heroína e valente.


Mas a sua animação da Disney favorita é mesmo a de uma princesa bem tradicional: a Bela Adormecida. O resultado dessa mistura de características você confere na entrevista abaixo, quando Natália conta um pouco do seu trabalho, de ter tido seu sonho realizado e do que gosta de fazer quando está viajando.



Que tipo de treinamento você recebeu na Disney?

Tive três meses de treinamento para aprender todos os softwares, todas as ferramentas que são usadas somente no estúdio.


Quais são as lembranças mais marcantes que você guarda de lá?


Muita boas lembranças. Mas acho que a melhor é a sensação de acordar e ir trabalhar em um lugar tão mágico que você não se cansa. E também trabalhar num ambiente cheio de pessoas talentosas que eu via no making of de DVDs da Disney.

O fato de ter sido a única brasileira mulher trabalhando na sua equipe te dá um orgulho diferente?

Orgulho não sei, porque é triste ver que essa é a realidade ainda, mas fico feliz de poder representar as mulheres.

Você visitava os parques de Anaheim com que frequência? 

Quase todo fim de semana! Sempre que tinha uma chance eu ia. E mesmo indo tantas vezes ainda não conheci os parques todos porque é muito grande!


Isso ajudava no seu trabalho? 


Não, mas era bom para entrar na vibe.

Você já foi ao Walt Disney World, em Orlando? 

Não.

Qual sua animação da Disney favorita?
 

Bela adormecida.



E comida nos parques? Alguma de sua preferência?
 

Churros! Sempre que chegava, comia um pretzel com cream cheese. Depois,comia um churros. Na saída, um sorvete que era a maior bola de sorvete, maravilhoso. A primeira vez que eu pedi eu não sabia que era tão grande. Pedi duas e fiquei olhando para aquele sorvetão, "meu Deus"... Ah, e às vezes pipoca.


Quais os lugares onde mais gosta de fazer turismo?

Algum lugar de preferência que não tenha sol. Eu gostava de ir à Disneyland à noite, chegava 16h30, 17h, quando o sol estava baixando e ficava até meia noite, quando o parque fechava. Quando eu faço passeios, geralmente não sou muito de passeios a céu aberto...

O que você mais gostou de visitar na Alemanha e na Europa como um todo?


Todos os castelos. É maravilhoso entrar num local onde há um móvel feito em 1300 e alguma coisa, bem antes do Brasil e dos Estados Unidos terem sido descobertos. É muito massa isso. Na Alemanha, cada cantinho é muito histórico, muito legal.

Você se adaptou rapidamente à vida fora do Brasil?


Sim, não tive problemas.

Você é de Belo Horizonte mas foi morar em Porto Alegre. Por quê?
Eu fui trabalhar. Assim que me formei na faculdade, recebi uma oferta de emprego e acabei trabalhando para uns dez estúdios.

Você já visitou o Rio de Janeiro? Tem planos para vir?
 

Sim, já visitei o Rio algumas vezes, quando criança e adulta. A última vez foi em 2015 para o festival Anima Mundi.

Você participa do podcast Crazy Metal Mind. De onde veio sua paixão pelo rock?
 

Da minha familia, principalmente da minha mãe. Ela gostava de escutar, eu sempre escutava os discos dela e ainda os guardo.

Alguma outra mensagem que gostaria de passar? Busquem, corram atrás. Uma coisa que sempre falo: tem dúvidas, quer saber alguma coisa, apenas busquem, corram atrás.




Confira aqui os trabalhos de Natália Freitas.

E aqui um episódio do podcast Crazy Metal Mind com sua participação.

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